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A FRENTE

sábado, 18 de junho de 2011

SEPARAÇÃO DOS BOMBEIROS AGITA A BRIGADA MILITAR


DIVISÃO POLÊMICA. Separação de bombeiros agita BM. Estudo determinado pelo governador Tarso Genro deve apontar os prós e os contras que a mudança traria para a sociedade - JOSÉ LUÍS COSTA, ZERO HORA 18/06/2011

A possibilidade de o Corpo de Bombeiros ser desmembrado da Brigada Militar (BM) movimenta os quartéis da corporação e reaviva antigas controvérsias. Em estudo por determinação do governador Tarso Genro, a medida divide opiniões e gera uma guerra de argumentos que deixam dúvidas no ar sobre a principal questão: o que gaúchos ganham ou perdem com a mudança?

– É uma resposta difícil. Passei dois anos pedindo um planejamento estratégico àqueles que vinham me propor a separação e nunca apresentaram. Sem um estudo detalhado e um plano, sou contra, pois mudança não pode se dar na incerteza. Mas se ficar provado que a sociedade gaúcha vai ter ganho, sou a favor – diz o coronel da reserva João Carlos Trindade, comandante-geral entre 2008 e 2010.

Um dos que defendem a separação, o coronel da reserva Luiz Jaidemir de Figueiredo Ávila, comandante dos bombeiros em 2004, diz que a população seria beneficiada com profissionais mais preparados e motivados para os serviços, porque seriam melhor equipados por gerir seus próprios recursos.

Entre as entidades de classe, o tema não tem unanimidade.

– Apoiamos o que a maioria decidir. Entendemos que os bombeiros precisam de orçamento específico – diz Leonel Lucas, presidente da Associação dos Servidores de Nível Médio da BM.

Mais enfático, o tenente-coronel José Carlos Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais da BM, só vê prejuízos.

– A BM não gera receita, repassa. Se o governo quer dotar os bombeiros de mais recursos, não precisa dividir a corporação. Quem divide perde força. Perde a BM, os bombeiros e a população – afirma.

Os principais envolvidos diretamente no assunto evitam entrar nas discussões. Ao menos publicamente. O tema é indigesto para oficiais e praças que vestem a farda da BM e defendem a independência dos bombeiros. Eles temem eventuais represálias. Por tradição, o comando-geral é contrário à separação.

O coronel Henrique Vanderlei Lampert Silva, comandante dos bombeiros, com larga experiência em salvamentos e combate a incêndios – e que no passado já se manifestou a favor da carreira independente para os bombeiros–, preferiu não falar ao ser procurado por Zero Hora.

“Mudança requer recursos”

O comandante-geral da BM, coronel Sérgio Roberto de Abreu, considera mais adequado aguardar o trabalho da comissão designada por Tarso, para então se pronunciar.

– Recém começaram os estudos que vão dizer se procede ou não a necessidade de mudança – afirma.

Mas adverte:

– Qualquer mudança gera necessidade de mais recursos para criar uma outra estrutura.

O Rio Grande do Sul é um dos raros Estados a manter bombeiros atrelados a PMs, prática comum até o final dos anos 80, quando começou um movimento separatista pelo país. Santa Catarina dividiu sua tropa em 2003 e é hoje considerado modelo para o país entre os bombeiros. A atual cúpula da PM diz que a medida foi benéfica aos catarinenses.

– Para a segurança pública, foi positiva a separação. A PM se dedica exclusivamente ao policiamento. Antes, tinha de deslocar gente para dar apoio aos bombeiros. Agora, toda a atividade de defesa civil ficou com eles. E cada um administra seus recursos – afirma o coronel Nazareno Marcineiro, comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina.

A BM E OS BOMBEIROS - A Brigada Militar – criada em 1837 – e o serviço de bombeiros – nascido, primeiramente, em Pelotas, em 1864 – eram organizações independentes. Em 1935, a partir de um decreto estadual, a BM incorporou os serviços, que até então eram mantidos por municípios e seguradoras.

EM OUTROS ESTADOS - Assim como no Rio Grande do Sul, na maioria dos Estados, os bombeiros eram atrelados às polícias militares e começaram a se separar a partir da Constituição de 1988, que dá margem a essa divisão. Uma da exceções é no Rio, cujo Corpo de Bombeiros já nasceu independente, em 1856. Atualmente, além do Rio Grande do Sul, apenas em outros três Estados os bombeiros estão ligados à polícia militar – São Paulo, Paraná e Bahia. Nesses dois últimos, há projetos de lei em andamento para separação.

POR QUE A BM É CONTRÁRIA? - A cúpula da BM não quer ver a corporação dividida para não perder força e prestígio.

3 comentários:

  1. Sou a favor! Pois a Brigada trata mau seus bombeiros, e com essa palhaçada de limite de idade em concursos, os bombeiros sendo da defesa civil, os concursos poderão ter um limite maior de idade. Sem contar que assim os bombeiros se livram desse militarismo niandertal. No verão teremos mais salva-vidas nas praias, e serão obrigados a ter mais recursos financeiros.

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  2. A separação é uma consequencia natural, já q praticamente tds outros estados do Brasil têm seus Bombeiros separados do serviço de Policiamento. Na verdade no mundo inteiro é assim. Sou profundo admirador de nossas tradições e desta instituição mais q sesquicentenária (brigada militar); mas a desvinculação é providencial; e não podemos fechar os olhos p/ esta realidade por conservadorismo ou corporativismo.

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  3. A separação é uma consequencia natural, já q praticamente tds outros estados do Brasil têm seus Bombeiros separados do serviço de Policiamento. Sou profundo admirador de nossas tradições e desta instituição mais q sesquicentenária (brigada militar); mas a desvinculação é providencial; e não podemos fechar os olhos p/ esta realidade por conservadorismo ou corporativismo.

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